Leila Pinheiro nasceu no dia 16 de outubro de 1960, fez a sua primeira gravação aos cinco anos de idade, registrada pelo pai, o gaitista Altino Pinheiro, num gravador de rolo e com dez anos já frequentava o ‘Instituto de Iniciação Musical’. Mas Leila desistiu das aulas teóricas aos 14 anos e passou a aprender piano com o Guilherme Coutinho, músico de grande importância no cenário de Belém, cidade da cantora.
A primeira banda, formada com os irmãos e o pai, se apresentava em um palco improvisado na sala de jantar, onde Leila era a responsável por interpretar Chico Buarque, Gonzaguinha e Elis Regina. Em 1980, a paraense lançou o seu primeiro espetáculo, “Sinal de Partida”, com composições de Guilherme Coutinho feitas especialmente para ela, e no ano seguinte se mudou para o Rio de Janeiro para gravar um LP independente.
Leila se inscreve então para Festival dos Festivais, o penúltimo grande evento de música realizado no país, e sua fita demo cai nas mãos do produtor Cesar Camargo Mariano, um dos responsáveis pela escolha dos artistas do programa. A cantora interpreta o samba “Verde”, que fica em terceiro lugar e leva para casa o prêmio de ‘Revelação do Festival’.
O sucesso chega para Leila Pinheiro e ela assina um contrato com uma grande gravadora, lançando “Olho Nu”, que lhe rendeu o título de melhor intérprete no “Festival Mundial Yamaha”. Elogiada pela crítica especializada e com ótima vendagem, a cantora paraense segue gravando e coloca nas lojas “Alma” e “Bênção Bossa Nova”, em comemoração aos trinta anos do ritmo no Brasil, que vendeu duzentas mil cópias, marca nunca antes atingida por um disco do gênero, e que transformou Leila em a grande cantora do ritmo.
O título de ‘cantora bossa nova’ foi reforçado nas gravações seguintes, “Coisas do Brasil” e “Isso é Bossa Nova”. De 1996, “Catavento e Girassol” fez um tributo aos cantores e compositores Guinga e Aldir Blanc, e quatro anos depois a homenagem foi para Ivan Lins e Gonzaguinha em “Reencontro”.
O primeiro trabalho ao vivo só saiu em 2001, com o projeto “Mais Coisas do Brasil”, que também deu origem ao primeiro DVD da carreira. Em uma nova gravadora, Leila gravou o disco “Nos horizontes do mundo”, que devido ao sucesso, rendeu mais um trabalho ao vivo, registrando o sucesso do show que rodou o Brasil.
Nos anos de 2007 e 2009, a artista presenteou os fãs com dois álbuns que contaram com uma parceria especial: “Agarradinhos” trouxe Leila Pinheiro com Roberto Menescal, e “Pra Iluminar” contou com a participação de Eduardo Gudin. Mas as homenagens não pararam, e para comemorar os 30 anos de carreira e relembrar a amizade com Renato Russo, “Meu segredo mais sincero” trouxe apenas composições do líder do Legião Urbana na voz de Leila.










